sábado, outubro 22, 2005

E a facilidade com que por aí se pega em formatos pré-concebidos, socialmente ergonómicos, de design manchado pelo estereótipo tradicional e conclusivamente limitado. Assolam-se terras, planetas inteiros, de uma doença leve mas condicionante, uma constipação da visão além-corpos e métodos rotineiros. Despromove-se a reflexão numa dança que guia os passos solitários, esquecidos das asas metafísicas. Despromove-se a riqueza em todo o seu infinito reluzente, e sucedem-se gritos de guerra, gargantas sem rumo, colunas estereofónicas sem vontade própria.

Obedece-se. Uns aos outros.

Apetece-me fechar os olhos com pálpebras de verdade e injectar várias doses de mim mesmo. E ouvir para lá desta cacofonia. E sonhar para lá deste pesadelo. E viver para lá desta morte.